Alexsandra Bastos Minha Epifania

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Já é!

Há exatamente uma semana, no dia 11 de julho de 2011, enquanto me arrumava pra ir pro trabalho, esta música, de Lulu Santos, estava sendo executada na rádio, e a letra me chamou a atenção... Tudo a ver com esta fase da minha vida... Impossível não pensar em mim:
                                        
"Sei lá...
Tem dias que a gente olha pra si
E se pergunta se é mesmo isso aí
Que a gente achou que ia ser
Quando a gente crescer
E nossa história de repente ficou
Alguma coisa que alguém inventou
A gente não se reconhece ali
No oposto de um déjà vu
Sei lá...
Tem tanta coisa que a gente não diz
E se pergunta se anda feliz
Com o rumo que a vida tomou
No trabalho e no amor
Se a gente é dono do próprio nariz
Ou o espelho é que se transformou
A gente não se reconhece ali
No oposto de um vis a vis
Por isso eu quero mais
Não dá pra ser depois
Do que ficou pra trás
Na hora que já é!" 

                                    

Ultimamente, num exercício constante de "autoflagelo", talvez, venho me questionando sobre os rumos que minha vida tomou (e tem tomado), nas coisas que sonhei viver, naquilo que nunca quis... É sofrido notar que, muita vezes, aramos solo infértil, regamos flores artificiais (que nenhum cheiro exalam), chamamos urubu de "meu lôro" e abraçamos a dor do outro, com tanto comprometimento, enquanto desleixamos de nós mesmos... Deixamo-nos pra depois, como se fosse possível adiar o "agora" que não sabe esperar e é inteiramente nosso!

Quem me conhece sabe que, em fases assim, busco leituras edificantes, fico mais atenta aos meus sonhos ( e eles sempre vêm, esclarecedores), presto mais atenção no movimento da vida, busco o mar, a música, a quietude, o silêncio... anseio por Deus!

Nestes últimos dias, então, li um livro muito interessante da psicológa Mirna A. Grzich, intitulado "Anjos - Tudo que você queria saber para entrar em contato agora". Num dos trechos do livro, um anjo (cujo nome não me recordo) descreve para a autora o que ela chama de "O Espiral da Vida". Nossa!!!!!! Eu recomendo a leitura! Dentre outros ensinamentos, o anjo descreve as fases de nossas vidas, bem como a necessidade de passar por elas... Explica que nossos momentos de insatisfação, questionamentos, dúvidas e inconformismo precedem sempre as fases de mudança e que precisamos estar atentos para perceber o momento certo de pararmos e nos refazermos de nós mesmos... É a velha história da borboleta e o casulo...

Estou cheia de projetos, é bem verdade. Aliás, comecei o ano no pique total! Em algum post mais antigo, certamente, vocês vão se deparar com declarações neste sentido. Desde o início do ano até aqui, muita coisa aconteceu: coisas boas, desalentos, mais acontecimentos felizes, novas decepções... Momentos de despojamento total, outros de total disciplina... E aqui estou eu, diante de mais uma conquista! Feliz com ela! Feliz de mim! Feliz por mim! Feliz da vida! Feliz com uma nova possibilidade de ser feliz! Mais uma conquista! E olha que foi um dos sonhos dos quais me desfiz por um tempo e que, há pouco mais de um mês, resolvi tirar da gaveta. Não por mérito apenas meu, mas com a mão de Deus guiando minha vida, com a concessão dos Mestres Ascensos (em especial Mestre Jesus e Mestre Saint Germain ) e a proteção do meu anjo da guarda, do meu mentor espiritual, de Arcanjo Miguel e Mãe Maria e os espíritos de luz, que agem em anônimato.

É tempo de ser borboleta! Eu invento e reivento a minha vida e reiventá-la é saber das inúmeras possibilidades que tenho, do quão capaz eu sou e que posso ir onde desejo, basta querer e confiar!

Obrigada, meu Deus! Muito obrigada!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Tava aqui pensando...

Alguém lhe diz que perdeu algo.
Você, imediatamente, pergunta: "Perdeu onde? Como?"
A resposta: "Não sei. Se soubesse, já teria encontrado".

O "onde" e o "como" fazem tanta diferença! Se bem soubéssemos, o apego nos levaria, sempre, pelo caminho de volta, ao dia anterior, a meses atrás, àquele lugar... Logo ali... E, lá chegando, talvez nos perguntássemos: "O quê? Era isso mesmo o que eu tinha?"

Nem sempre temos o que queremos, mas nem sempre queremos o que precisamos.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

O templo, o amor, a promessa. O Templo do Amor e a promessa...

Como todos sabem, meu melhor amigo, Fábio, está passando uma temporada na Índia. Parece e não parece que ele está lá, tão longe... Sim, porque só noto mesmo a distância quando sinto falta daquele abraço apertado e inteiro que só ele tem. Abraço de cumplicidade, de entrega, né, amigo? De amor.

Bem... Quero falar sobre o templo, o amor e a promessa, e vocês logo vão saber o que tem Fábio a ver com isso. Embora o título sugira, não é uma lenda o que narrarei aqui. É real. Tão real que, sem muito esforço, posso ouvir o som e sentir o cheiro que emana de lá da Índia, daquele templo... o som da voz de um amigo, o perfume que exala dos braços de Krishna... O som e o perfume - o dar e o receber. Daqui, a minha gratidão, a minha reverência... a espera, já feliz! 


(para enfeitar Krishna)

("Temple of Love")

(Ele dizia, diante do altar: "Olha, você já sabe de tudo. Então, já sabe o que vim falar. Mas, eu preciso falar assim mesmo, pra estabelecer a promessa...". rsrs...)

Assim que a viagem à Índia foi agendada, Fábio e eu acordamos que, quando ele estivesse lá, faria uma oferenda em meu nome, por orientação de algum Mestre da confiança dele. Uma coisa assim... Não lembro bem... Sei que, na verdade, queria uma consulta espiritual à distância. Sou esperta! Se não posso ir até a Índia, ela viria até mim. rs... Brincava com ele, dizendo que, na Índia, a oração deve ter mais força... E ele, como um bom amigo, sabia bem o que eu queria pedir ao Divino. Semana passada, então, fiz minha cobrança: "E aí, Fábio? Fez o que pedi?" E ele me respondeu: "Domingo, vou num templo, aqui, e pedirei por você."

Então, eu sugeri que ele fizesse uma promessa a Krishna em meu nome. Poucas são as pessoas a quem eu confiaria uma intermediação entre o que um desejo que vai no meu coração, um pedido... e o "Pai". Fábio é uma delas. É uma pessoa linda, de alma pura, coração nobre, inteligência ímpar... Era ele meu mensageiro! E ali estava, no lugar certo.

 (Ganesha - "Aquele que remove os obstáculos")


 (Ganesha. A visão que tive. Impressão pessoal)

(nossa origem mais humanizada, em reverência)

O dia escolhido foi um domingo. Aqui, em Salvador, chovia muito, dentro e fora de mim. Eu estava triste. Mas, havia um amigo, que, em meu nome, fazia uma promessa linda, com oferendas, no altar do "Templo do Amor." (Temple of Love). Eu não vou contá-la aqui. É um segredo nosso: meu, dele e de Krishna. Mas, posso dizer que foi a promessa mais linda que já fiz, talvez por pretender "algo" de valor inestimável. Não foi uma promessa do tipo "toma lá dá cá". Ela tem toda uma simbologia. Então, quis registrá-la aqui, de alguma forma, para que eu não a esqueça.




Queria poder trancrever a forma como meu pedido foi narrado à Krishna, pois guarda a simplicidade de um amigo fiel, com sua natureza engraçada, que me fez prometer mais do que o acertado. Mas, tá valendo! Ficou ainda mais rica minha promessa! Rico mesmo é o desejo que Krishna vai atender.. Ah, se vai! E aí, um dia, quando ele se fizer concreto, vou contá-lo aqui. Vou trancrever as palavras de Fábio, diante do altar, e postar uma foto (não sei qual, ainda), que simbolizará o pedido e a conquista - a ligação entre o templo, o amor, a promessa.





Obrigada, amigo, pelo amor! Obrigada, Deus, pelo amor! Obrigada, Krishna, pelo amor! Harebol!

terça-feira, 17 de maio de 2011

Um motivo para sorrir...

A vida - com seus caminhos cheios de curvas, de atalhos e tropeços - está sempre nos convidando a refletir, a entender, a aceitar, a nos perdoar, a amar... a sorrir! O caminho nem sempre é reto, mas nos leva a algum lugar. Isso sempre! Muitas vezes, a subida é longa e desgastante, mas, lá do alto, podemos ter a melhor visão.  A mais exuberante! 

Ainda hoje, falava sobre o quanto é bom fazer trilha. Lembrava da caminhada, da subida até o Pico da Tijuca e a paz que aquele lugar nos reserva. Mesmo com a tristezinha insistente (que tem me roubado o sorriso, em muitos momentos), há sempre um pouco de alegria guardada, seja num cheiro, num sabor, numa imagem, num gesto inesperado, numa lembrança... E, hoje, eu lembrava da Subida ao Pico da Tijuca, para, em ato contínuo, lembrar-me, também, da Cachoeira das Almas... Sua água fria, num dia frio, meu medo de sentir mais frio... E, quando menos esperei, já estava a me banhar, sem sentir mais o corpo. Engraçado como o ato de  "não sentir" me levava a sentir tanta coisa boa. Sobretudo, naquele momento, senti paz. Alegria e paz. Lembro que eu sorria...

Talvez seja esse o segredo: despir-se do medo e experimentar a água fria, aceitando o choque, para, depois, sem nada mais sentir, experimentar a paz. Faço de conta, então, que estou a tomar um banho de cachoeira (como sempre me imagino, quando estou sendo abençoada, no passe espírita. Ao fechar os olhos, penso que um amigo de luz me segura pelas mãos e me leva em direção a uma cachoeira ou me imagino olhando o mar, com Jesus Cristo do meu lado, ensinando-me a importância das ondas...), porque tudo o que preciso, neste momento, é não sentir, para sentir.

Às vezes, a gente caminha tão sem direção, que é necessário parar para rever a rota, o destino, o que é realmente importante.  Às vezes, concientes, conseguimos entender que a bagagem que carregamos está pesada demais com coisas que sequer nos serão utéis um dia. Neste momento, tranquilos, vamos deixando no caminho, com  desapego, tudo de que não mais precisamos. Outras vezes, não temos a capacidade de entender isso sozinhos. É quando somos tomados de supresa e "alguém" nos leva o tal "objeto" que não pode mais compor nossa bagagem... Maldizemos o outro, nos ressentimos, nos magoamos, para, só depois, entender que tudo tem um "porquê". 

Confesso que não sou do tipo "desapegada". Talvez, por isso, ainda sofra tanto com a falta do que queria carregar comigo, mas que acabou ficando no meio do caminho... Bem, pelo menos, hoje, decidi seguir em frente, depois de mais um golpe de "alguma coisa ficou no caminho". rs...

Foi difícil acordar cedo, para retomar minha rotina, minha malhação matinal, deixada de lado há quatro semanas (por estar adoentada em duas delas, mas por preguiça de retornar depois). Reuni as forças das quais não dispunha e levantei da cama. E olha que bom: levantei, para sorrir! Para sentir alegria! Nem havia entrado na academia, ainda, e já ouvia pessoas gritando meu nome: "Alê voltou! Gente, Alê tá subindo!". Fiquei feliz com a recepção. É tão bom quando a gente se sente querida, principalmente em dias feitos pra chorar... É tão bom poder contrariar a tristeza com um sorriso, ainda que discreto, contido. É bom demais receber carinho, em momentos em que a indiferença de alguns lhe toca a fronte, implacável.

É assim mesmo: de onde menos esperamos, vem o afago, o auxílio espiritual, na presença de amigos e até em gestos de pessoas que nem sabemos que gostam tanto da gente. Semana passada, numa manhã de trabalho como todas as outras dos últimos dias, fui recepccionada pelo juiz que presidia a audiência, que me estendeu a mão e me disse, com um olhar fraterno no rosto e com a suavidade típica de um senhor, que já ultrapassa os sessenta anos de idade: "Doutora, a senhora é uma das advogadas que mais gosto de ver. Fico alegre ao ver a senhora. Eu, supresa, questionei a deferência. Ele prosseguiu: "Não sei bem explicar... mas a senhora tem uma serenidade, está sempre sorrindo, tranquila... É firme quando deve ser dura, mas não perde esse ar sereno. Como posso dizer? Deixe-me ver... A senhora é meiga. Isso mesmo. É meiga!" Eu não via outra forma de agradecer o gesto, senão sorrindo e assentindo, tímida, com a cabeça. E, então, ele concluiu: "a senhora me faz lembrar aquela famosa frase de Che Guevara: 'Hay que endureserse, pero sin perder la ternura jamás'". Não preciso nem dizer o quanto fiquei comovida com essas palavras, não é? Até porque estava tão quietinha no meu canto, naquele dia... Sorrir estava sendo mais um ato sociável que espontâneo... Mas não deixa de ser um exercício!

Assim é a vida, dizia eu... sempre nos convida a sorrir. Eu tenho certeza que a tristeza faz parte do processo e, enquanto a alegria não se faz plena de novo, não custa nada um sorriso ou outro... A vida sempre nos dá motivos para sorrir!

Essa música de Djavan diz tudo!