E quando você morre de si mesma, para deixar viver uma ideia que insiste ter cabeça, corpo e membros? Cabeça, corpo e membros, mas, de tão impiedosa, falta-lhe o coração. Não tem vida aquela criatura! É sua ideia, e nada mais! Se um dia viveu, falta-lhe a memória. Se a memória se cumpre, vem o esquecimento e lhe arranca o movimento, a fineza, a elegância! Jogada no chão, você chora e adormece.
Alexsandra Bastos Minha Epifania
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
sábado, 10 de dezembro de 2011
A leitura é um vício
Acho que eu tenho compulsão por livros. Na agonia de fim de semestre (que coincide com o fim do ano e início do recesso), num rito frenético de estudos e trabalho, onde as noites tornaram-se extremamente curtas para uma simples mortal (que sente sono e cansaço), eu estava implorando para o tempo passar e chegar logo este final de semana. Com apenas dois trabalhos já concluídos, cuja apresentação se dará na segunda, eu poderia dar-me ao luxo de dormir mais um pouco e ficar de pernas pro ar, sem compromissos, sem desgastes, sem nada pra estudar, sem nada pra ler... Mas, é impressionante como eu não consigo! Ainda ontem, no final da tarde, pesquisava sobre novos editais de concursos. Minha obstinação é muitro traiçoeira! rs... Contrariando tudo aquilo que havia formulado pro meu final de semana, aproveitei uma passada ao shopping, com a finalidade única de pagar umas contas, e comprei dois livros para ler nas férias. Gente, DOIS livros!!!!!! Resultado: hoje, quando acordei (e nem estou de férias ainda), logo pensei em começar a lê-los. Sim, os dois de uma só vez! Aqui estou eu, numa dúvida, apenas, quanto ao primeiro capítulo a ler. Não sei se começo pelo livro "A Alquimia de Saint German" ou "Fadas no Divã". O fato é que pude constatar que isso não pode ser muito normal. Mas... ler é tão bom!
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Mais um pouco de Clarice...
"E eis que em breve nos separaremos
E a verdade espantada é que eu sempre estive só de ti e não sabia
Eu agora sei, eu sou só
Eu e minha liberdade que não sei usar
Mas, eu assumo a minha solidão
Sou só, e tenho que viver uma certa glória íntima e silenciosa
Guardo teu nome em segredo
Preciso de segredos para viver
E eis que depois de uma tarde de quem sou eu
E de acordar a uma hora da madrugada em desespero
Eis que a três horas da madurgada acordei e me encontrei
Fui ao encontro de mim, calma, alegre, penitude sem fulminação
Simplesmente eu sou eu, e você é você
É lindo, é vasto, vai durar
Eu não sei muito bem o que vou fazer em seguida
Mas, por enquanto, olha pra mim e me ama
Não, tu olhas pra ti e te amas
É o que está certo
Eu sou antes, eu sou quase, eu sou nunca
E tudo isso ganhei ao deixar de te amar
Escuta! Eu te deixo ser... Deixa-me ser!"
E a verdade espantada é que eu sempre estive só de ti e não sabia
Eu agora sei, eu sou só
Eu e minha liberdade que não sei usar
Mas, eu assumo a minha solidão
Sou só, e tenho que viver uma certa glória íntima e silenciosa
Guardo teu nome em segredo
Preciso de segredos para viver
E eis que depois de uma tarde de quem sou eu
E de acordar a uma hora da madrugada em desespero
Eis que a três horas da madurgada acordei e me encontrei
Fui ao encontro de mim, calma, alegre, penitude sem fulminação
Simplesmente eu sou eu, e você é você
É lindo, é vasto, vai durar
Eu não sei muito bem o que vou fazer em seguida
Mas, por enquanto, olha pra mim e me ama
Não, tu olhas pra ti e te amas
É o que está certo
Eu sou antes, eu sou quase, eu sou nunca
E tudo isso ganhei ao deixar de te amar
Escuta! Eu te deixo ser... Deixa-me ser!"
terça-feira, 1 de novembro de 2011
"Reticências"
"Tá certo que o nosso mal jeito foi
Vital pra dispensar o nosso bom
O nosso som pausou
E por tanta exposição a disposição cansou
Secou da fonte da paciência
E nossa excelência ficou lá fora
Solução é a solidão de nós
Deixa eu me livar das minhas marcas
Deixa eu me lembrar de criar asas
Deixa que esse verão eu faço só
Deixa que esse verão eu faço só
Deixa que nesse verão eu faço sol
Só me resta agora acreditar
Que esse encontro que se deu
Não nos traduziu o melhor
A conta da saudade quem é que paga?
Já que estamos brigados de nada
Já que estamos fincados em dor
Lembra o que valeu a pena
Foi nossa cena não ter pressa pra passar
Lembra o que valeu a pena
Foi nossa cena não ter pressa de passar
Cabô..."
Vital pra dispensar o nosso bom
O nosso som pausou
E por tanta exposição a disposição cansou
Secou da fonte da paciência
E nossa excelência ficou lá fora
Solução é a solidão de nós
Deixa eu me livar das minhas marcas
Deixa eu me lembrar de criar asas
Deixa que esse verão eu faço só
Deixa que esse verão eu faço só
Deixa que nesse verão eu faço sol
Só me resta agora acreditar
Que esse encontro que se deu
Não nos traduziu o melhor
A conta da saudade quem é que paga?
Já que estamos brigados de nada
Já que estamos fincados em dor
Lembra o que valeu a pena
Foi nossa cena não ter pressa pra passar
Lembra o que valeu a pena
Foi nossa cena não ter pressa de passar
Cabô..."
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